Ministério das Mulheres lança guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero

Publicação orienta práticas para promoção da igualdade de gênero, combate a estereótipos e qualificação das políticas públicas de comunicação
20/04/2026
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10:35
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Divulgação/MMULHERES

O Ministério das Mulheres lançou o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero, uma publicação que propõe diretrizes para tornar a comunicação institucional mais inclusiva, justa e alinhada à promoção de direitos. O material, divulgado em formato digital, pode servir como referência estratégica para as emissoras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

Segundo a pasta, mais do que um manual técnico, o documento se propõe a estimular uma mudança de cultura nas instituições públicas, reconhecendo o papel da comunicação como ferramenta essencial no enfrentamento das desigualdades.

Com cerca de 50 páginas ilustradas, o guia é voltado a profissionais de comunicação do setor público e aborda práticas que valorizam a diversidade e a dignidade das mulheres.

A publicação está organizada em eixos que orientam uma comunicação pública mais justa e inclusiva:       

- Promoção da igualdade: parte do princípio de que a informação é um direito, e o Estado deve ser um agente ativo na desconstrução de estereótipos, garantindo que a comunicação seja acessível e reflita a realidade da população.

- Uso de dados com recorte de gênero e raça: ensina que, para que uma política pública seja eficaz, ela precisa enxergar quem ela atende, e o uso de dados qualificados permite ações mais justas e direcionadas.

- Prática da interseccionalidade: reconhece que as mulheres são diversas e incentiva narrativas em que raça, classe e orientação sexual se cruzam, garantindo visibilidade a grupos historicamente marginalizados.

- Uso de linguagem não sexista: propõe superar o "masculino genérico" que invisibiliza as mulheres; mais do que trocar palavras, a ideia é adotar uma linguagem que inclua a todos de forma natural e estratégica.

- Responsabilidade ao comunicar violência:  orienta que casos de violência contra a mulher devem ser tratados como um problema de saúde e segurança pública, e não um fato privado; o foco aqui é a proteção da vítima e a responsabilização do agressor, evitando a revitimização.

- Diversidade de fontes e equipes: incentiva a pluralidade de vozes e a formação de equipes diversas para garantir uma comunicação mais plural e representativa. 

- Canais de escuta empática: propõe fortalecer os canais de escuta pública para que mulheres de todas as realidades se sintam seguras e ouvidas em suas demandas.

Comunicação pública como espelho da diversidade

Integrado ao Pacto Brasil contra o Feminicídio, o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero do Ministério das Mulheres passa a ser uma referência para o planejamento de campanhas e políticas governamentais.

A proposta é transformar as instituições por dentro, para que o serviço público se consolide como um espelho da diversidade e um motor de promoção da igualdade.

Para as emissoras da RNCP, o guia representa uma oportunidade de qualificar conteúdos e práticas, alinhando a produção audiovisual aos princípios da comunicação pública e ao compromisso com a equidade de gênero.